30/05/2026: Magnifico! Optima comida (doses para 3 ou 4) e escolha de vinhos a valores justos.
Um muito obrigado ao Senhor Zé e equipa por uma noite muitissimo bem passada.
Cuidado para não se perderem na garrafeira!
11/05/2026: A Loja do Vinho, em Moscavide, não é “mais um restaurante com garrafeira”. É, claramente, um sítio desenhado para uma experiência gastronómica e vínica. E se esse é o objetivo, a coisa resulta: saímos com a sensação de termos comido e bebido melhor do que pagámos — e com vontade de regressar já na próxima refeição.
A comida é o eixo da casa. Provámos vários pratos com o javali a assumir o protagonismo, e o que impressiona é a consistência: sabores profundos, cozinhados demorados, molhos bem trabalhados, aquela cozinha de tacho feita com mão segura. Nota-se uma identidade culinária muito própria e uma mestria rara na forma como se constrói sabor, sem “truques” de empratamento a fingir que substituem técnica. Quem conhece a reputação da cozinheira percebe rapidamente que não é acaso.
O serviço acrescenta, em vez de apenas “cumprir”. O anfitrião vai guiando a escolha dos vinhos com naturalidade e conhecimento, sem pressionar e sem snobismo. E aqui vem a parte que, honestamente, eu nunca vi assim noutros restaurantes onde já andei: a carta de vinhos tem preços praticamente de retalho, como se estivéssemos no nosso supermercado favorito — só que com aconselhamento e num contexto de sala. Dois exemplos dizem tudo: Quinta da Leda a 50€ e um Bacalhôa a 19€. Num restaurante minimamente comedido, isto levava, no mínimo, mais 50% em cima; na prática, para este nível de vinho, o habitual é ver o dobro (ou mais). Aqui, não. E isso muda completamente o jogo: permite beber bem sem sentir que estamos a financiar a carta.
No conjunto, a Loja do Vinho entrega uma proposta muito clara: cozinha séria, sala com propósito e vinho a preços quase “impraticáveis” no mercado da restauração. Para voltar com urgência.