12/04/2026: Fomos lá almoçar (por recomendação) e foi muito bom. De entrada, pedimos sopa, que veio com pedaços de carne, e como prato principal o famoso cozido (atenção: nos disseram que a porção era para duas pessoas, mas pedir outro prato principal foi demais). Os funcionários foram muito atenciosos.
10/04/2026: Sentes aquele sítio meio “ok, vai dar para matar a fome” — parque de campismo, ambiente tranquilo, nada a gritar excelência — e depois vem o prato e cala-te logo. O cozido.
Não é aquele cozido pesado, cansado, feito à pressa. Este vem com outra calma. Aquela calma da terra. Foi mesmo feito nas caldeiras, sente-se — não é conversa para turista. Aquilo cozinhou devagar, como deve ser, sem pressa nenhuma, e isso muda tudo.
As carnes? Muitas. Mesmo muitas. Porco, vaca, frango… e depois há ali uns bocadinhos que nem sabes bem o que são, mas encaixam. Não perguntas. Comes. E funcionam.
E depois o resto: batata doce, inhame, aquela batata daqui… tudo com sabor próprio, não é só “acompanhar”. Está tudo no sítio certo.
O mais estranho disto tudo?
É acontecer aqui. Neste contexto. Neste tipo de espaço. Não faz sentido — e ainda bem. Magia!
Recomendo, claro. Mas não vou vender isto como “experiência gastronómica”. É mais simples: sentas-te, comes, e a coisa bate certo.