26/02/2026: O Café Java foi a escolha certa para o jantar, muito graças à hospitalidade. O atendimento primou não só pela rapidez, mas por aquele tom clássico, humorístico e acolhedor que é tão característico e genuíno da restauração do Porto. Um serviço que faz qualquer um sentir-se em casa logo à chegada.
A aposta da noite recaiu sobre o Cachorro Especial. O empratamento arranca com uma base correta: um pão macio que cumpre a sua função de amparar os ingredientes sem pesar. A salsicha, que acaba por guiar o sabor do prato, cumpriu o seu papel, embora ficasse a nítida sensação de que uma salsicha fresca elevaria a textura e o nível de todo o conjunto.
O ponto de maior atrito nesta composição esteve, contudo, na escolha do queijo. Num prato que já carrega a intensidade natural de um banho de molho, pedia-se um queijo menos gorduroso, que atuasse apenas como um elemento de ligação e conforto. A excessiva gordura do laticínio, ao fundir-se com a complexidade do prato, resultou num final de boca ligeiramente amargo, quebrando a homogeneidade da experiência.
Apesar deste pequeno desequilíbrio estrutural, é imperativo fazer uma vénia à verdadeira estrela do prato: o molho. É um molho de francesinha tradicional, construído com mestria, irrepreensivelmente equilibrado e com um perfil de sabor real e autêntico. É a alma do prato e a prova de que a cozinha domina os clássicos.
Uma experiência que vale a pena pelo ambiente e, sem dúvida, pela mestria daquele molho.
24/02/2026: Comida quente e saborosa. Atendimento um pouco peculiar, mas rápido.