A minha visita ao Café Torres, em Ermesinde (concelho de Valongo), foi uma experiência absolutamente marcante para quem aprecia uma boa francesinha. Situado perto da estação ferroviária de Ermesinde, este café-restaurante é muito conhecido na zona, o que se reflete num movimento constante e numa procura elevada — motivo pelo qual aceitam reservas, algo essencial para garantir lugar. Consegui reservar no próprio dia, mas claramente depende do fluxo de clientes, por isso é recomendável fazê-lo com antecedência.
O espaço possui duas salas, mas fiquei na primeira, a sala de entrada, que tem um charme rústico e muito próprio. Aqui, algo que merece destaque são as mesas particularmente pequenas — possivelmente as mais pequenas que já encontrei num restaurante. Apesar de compactas, fazem parte da identidade da casa e criam um ambiente íntimo, quase familiar. É possível comer confortavelmente, mas requer algum jeito, especialmente quando duas pessoas se sentam frente a frente com pratos grandes, como a francesinha.
Visitei o local em pleno inverno e o ambiente estava surpreendentemente aconchegante. Esse conforto vem não só da presença constante de clientes e da energia humana que se sente no ar, mas também da proximidade da cozinha, que aquece naturalmente o espaço. A combinação entre o calor, o movimento e o aroma característico do molho da francesinha torna a experiência ainda mais envolvente.
Relativamente ao atendimento, foi irrepreensível. A equipa mostrou-se extremamente profissional e atenciosa, sempre pronta a adaptar o prato ao gosto do cliente. Perguntaram-me de forma clara como preferia a francesinha — com ou sem batatas misturadas, ponto da carne, entre outros detalhes — e tudo foi servido com simpatia e prontidão. Sente-se que há um cuidado genuíno em proporcionar uma boa experiência, num equilíbrio perfeito entre profissionalismo e aquele toque caseiro que transmite confiança.
Quanto ao prato em si, o Café Torres revela porque é tão falado. A francesinha típica, acompanhada de ovo e batata, distingue-se por vários elementos que fazem toda a diferença. O molho, suave e com um subtil sabor a marisco, escapa ao tradicional molho carregado de cerveja e revela um perfil mais fluido do que espesso. Essa textura mais leve é perfeita para se entranhar no pão de excelente qualidade, sem o encharcar. Sente-se que o molho combina influências do Porto com ingredientes que lhe dão personalidade própria.
A carne veio bem passada mas extremamente suculenta, algo difícil de acertar, e o uso de duas camadas de mortadela confere uma profundidade de sabor e textura raramente vista noutras casas. As batatas estavam quentinhas, crocantes e bem temperadas, complementando de forma exemplar o prato principal.
Outro ponto muito positivo são os preços, bastante razoáveis para a qualidade apresentada. Uma francesinha com bebida e café ronda os 15 a 16 euros por pessoa, dependendo do que cada cliente pede. Pela experiência gastronómica e pelo cuidado no serviço, considero uma excelente relação qualidade-preço.
Saí do Café Torres com a sensação de ter descoberto um verdadeiro tesouro gastronómico fora do centro do Porto. A francesinha é deliciosa, o ambiente é acolhedor e o serviço é irrepreensível. É definitivamente um sítio para repetir — e certamente irei voltar.
Filipe Ferreira
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08 Dezembro 2025
10,0
Francesinhas muito boas, molho muito bom.
Um lugar muito bom, imperdível.
A equipe é realmente muito, muito simpática.
Ludovic Rome
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18 Agosto 2025
10,0
O funcionário brasileiro é dos melhores funcionários que já vi espetacular , que agradável surpresa este atendimento , casa brutal aconselho a todos a visitar o café torres, se pudesse dava mais estrelas!!!!!!
filipe correia
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18 Agosto 2025
10,0